A técnica desenvolvida por Ju e João transcende a colagem convencional. É uma investigação sobre a matéria: como polímeros industriais e fitas de alta performance podem, através do corte cirúrgico, narrar as texturas orgânicas do Cerrado.
Nascida nos centros urbanos como uma vertente da Street Art, a Tape Art surgiu como uma expressão essencialmente efêmera, onde artistas utilizavam fitas adesivas para desenhar de forma rápida nos muros das metrópoles.
No Ateliê Ju e João, essa linguagem de rua passa por uma transição radical para o ambiente de galeria. O que nasceu para ser passageiro, aqui ganha estrutura de museu. Substituímos a parede pelo suporte rígido, o pincel pelo bisturi de precisão e a tinta pela sobreposição milimétrica de polímeros adesivos, criando uma profundidade física e uma perenidade única.
Passarela dos Sonhos – 2019
Obra feita diretamente na parede usando fitas de demarcação de solo e fitas isolantes tradicionais.
Criação da Série Cerrado Urbano em 2019
Primeiro Ateliê dos Artistas, criado em 2018
Nossa pesquisa artística nasceu de uma inquietação com o tempo e com a matéria. No início, o laboratório do ateliê era simples: folhas de papel A4 Canson, fitas isolantes e o desejo de testar os limites do adesivo. O que começou como um estudo experimental logo se transformou em um manifesto de consciência.Olhamos para a indústria da comunicação visual e enxergamos o desperdício: milhares de metros de vinil, banners e lonas plásticas descartados de forma irresponsável e efêmera no meio ambiente. Nós escolhemos subverter esse ciclo. Ao retirar esses polímeros industriais de circulação, nós os resgatamos do descarte e os inserimos no universo da alta cultura. O plástico que poluiria o planeta é capturado pela nossa técnica minuciosa, transformando-se em penas, pelos e texturas da nossa fauna regional. Criamos, assim, uma obra rara, única e imbuída de significado: uma beleza perene que eterniza a natureza através daquilo que o próprio homem tentou descartar.
A Onça Metropolitana – Série Cerrado Urbano (2019)
A pesquisa da Série Cerrado Urbano fala sobre o crescimento das cidades e como os animais estão s
Passarela Estadual –
A evolução da nossa técnica exigiu a sofisticação das nossas ferramentas. A jornada que começou com estiletes comuns de papelaria logo encontrou seu limite físico diante da complexidade dos nossos desenhos. Foi na transição para o estilete de precisão e, finalmente, para o bisturi cirúrgico, que nossa linguagem alcançou a maturidade de galeria.
O corte é o momento clímax no Ateliê Ju e João. É onde toda a nossa energia é tensionada e aplicada sobre o suporte rígido; uma verdadeira dança milimétrica onde a lâmina desliza, molda e cria. Não há espaço para o erro. Cada pressão da mão dita a profundidade exata para revelar a cor da camada de baixo sem danificar a estrutura. É através desse corte cirúrgico que a rigidez do polímero industrial se curva à organicidade do Cerrado, fazendo nascer o contraste geométrico que define nossa assinatura visual.
A evolução da nossa técnica exigiu a sofisticação das nossas ferramentas. A jornada que começou com estiletes comuns de papelaria logo encontrou seu limite físico diante da complexidade dos nossos desenhos. Foi na transição para o estilete de precisão e, finalmente, para o bisturi cirúrgico, que nossa linguagem alcançou a maturidade de galeria.
O corte é o momento clímax no Ateliê Ju e João. É onde toda a nossa energia é tensionada e aplicada sobre o suporte rígido; uma verdadeira dança milimétrica onde a lâmina desliza, molda e cria. Não há espaço para o erro. Cada pressão da mão dita a profundidade exata para revelar a cor da camada de baixo sem danificar a estrutura. É através desse corte cirúrgico que a rigidez do polímero industrial se curva à organicidade do Cerrado, fazendo nascer o contraste geométrico que define nossa assinatura visual.









A subversão da Tape Art para o ambiente de colecionador exige uma garantia irrefutável de durabilidade. Uma obra de arte não pode ser efêmera; ela precisa atravessar gerações. Para que nosso Território Sintético tenha padrão de museu, desenvolvemos um rigoroso processo de selamento químico.
Após a finalização do corte, a obra não fica exposta. Ela recebe sucessivas camadas de Verniz Poliuretano (PU) de padrão automotivo. Essa resina de alta performance atua como um escudo invisível que encapsula os polímeros, fundindo as dezenas de camadas de fita em uma superfície única e coesa. O selamento protege os pigmentos contra a ação dos raios UV, impede a dilatação térmica dos adesivos e cristaliza a obra, garantindo um brilho perene e a certeza de que a precisão de cada traço permanecerá intacta com o passar do tempo.
Toda a precisão do corte e o rigor do nosso selamento servem a um único propósito: dar forma à nossa essência. Convidamos você a ir além da técnica e explorar o resultado prático de nossa pesquisa. Descubra como subvertemos a matéria industrial para criar uma homenagem viva ao Cerrado, acessando o inconsciente e resgatando memórias profundas através da força e da beleza da nossa fauna. Mergulhe no universo das nossas séries.