BIOGRAFIA E TRAJETÓRIA
João Paulo nasceu em Goiânia, cresceu sob forte referencia das artes manuais, Seu pai criava para sua casa, moveis feitos em Macramê, e isso encantava João. desde menino desbravava as manualidades, através de fios e também de adesivos, onde fazia recortes e colagens para personalizar seus cadernos. João cursou até o 5 periodo da Faculdade de Nutrição pela UFG. Porem, uma inquietação existencial o fez perceber que a nutrição não era seu caminho. Ao sair deixar o curso para trás, se lançou no mercado financeiro onde também descobriu não ser seu lugar. Em 2017 João conheceu o Ju que já estava fazendo as pesquisas com os adesivos através das redes sociais, ai então renasceu em João o artista interior que estava adormecido. Juntos então decidiram criar o Duo e então desbravar, desenvolver e aprimorar a pesquisa com os Adesivos, chegando a outras superfícies e outros tipos de Polímeros.
Nasceu em Uruaçu, norte do Estado de Goias, teve contato com as artes desde criança, incentivado por sua proferrora no Colegio, Ju ja fazia desenhos nos cadernos, na primeira feira de ciencias da escola ele fez um Gibi que retratava o descobrimento do Brasil. Cresceu e se mudou para Goiania em 2009 onde não seguiu na arte, acabou seguindo carreira no mercado comercial, trabalhando com vendas. Apos 10 anos nesse ramo, Ju conhece na internet a tecnica tape art, onde artistas usavam fitas isolantes para criar suas obras, desde então começou sua pesquisa usando os adesivos como base de criação. em 2017 largou tudo e se aceitou ARTISTA.
Em novembro de 2025, a galeria do SESC Centro, em Goiânia, recebeu a exposição individual Cerrado Refletivo, um manifesto visual imersivo sobre a tragédia silenciosa e brutal dos atropelamentos de animais silvestres nas rodovias que cortam o nosso bioma.
Distante de uma contemplação passiva, a mostra tensionou a relação entre o homem urbano, a velocidade e a fauna regional através de uma sofisticação técnica inédita: a reconstrução de figuras como a Onça-Pintada e o Lobo-Guará utilizando o adesivo refletivo original das próprias placas de sinalização rodoviária, manipulado com cortes cirúrgicos de bisturi.
O desenho do espaço expositivo materializou o conceito da série: sob a iluminação comum, as obras revelavam os animais em detalhes encarando o observador; sob a luz direta de lanternas — que mimetizavam os faróis dos carros na escuridão das estradas —, o animal se ofuscava, revelando um território abstrato de memórias e texturas. Uma inversão visual poderosa que mimetiza o choque, o reflexo e a cegueira do momento que antecede o impacto nas rodovias, retirando o espectador da passividade e consolidando a Tape Art como ferramenta de profundo pensamento crítico.
O espectador diante do impacto: a fita e o vinil aplicados sobre placas de sinalização rodoviária.
Diálogo silencioso entre o observador urbano e a fauna tensionada pelo ambiente industrial
A expografia no SESC Centro mimetizando a sinalização das estradas e o isolamento do bioma.
O corte cirúrgico do bisturi revelando a identidade e as texturas da nossa fauna regional.
Nossa inserção no mercado de arte contemporânea e o diálogo direto com colecionadores, curadores e críticos ganharam um capítulo fundamental com a nossa participação consecutiva nas edições de 2024 e 2025 da FARGO (Feira de Arte de Goiás)
considerada a maior feira de negócios de arte da Região Centro-Oeste.
Levar as criações do ateliê para esse circuito de alto nível consolidou a relevância da Tape Art como uma linguagem potente, valorizada e plenamente integrada ao mercado de arte contemporânea,
posicionando nossas obras no acervo de importantes coleções particulares da região.
Nossa inserção no mercado de arte contemporânea e o diálogo direto com colecionadores, curadores e críticos ganharam um capítulo fundamental com a nossa participação consecutiva nas edições de 2024 e 2025 da FARGO (Feira de Arte de Goiás)
O diálogo direto com colecionadores e curadores durante a movimentação intensa na feira.
Expografia exclusiva desenhada para apresentar o ecossistema de obras na maior feira de arte da região.
O duo Ju e João consolidando o posicionamento de mercado e a circulação da Tape Art contemporânea.
Detalhe dos cortes milimétricos e do contraste geométrico que evidenciam a precisão cirúrgica da técnica
A Série Ancestralidade Dourada representa um ponto de maturação na nossa pesquisa material e temática. Através do uso do vinil dourado espelhado, buscamos não apenas retratar a força da cultura afro-brasileira, mas permitir que o público se veja refletido na própria obra.
Essa versatilidade permitiu que a série transitasse entre universos distintos: desde a atmosfera urbana e pulsante do Lowbrow Lab Arte & Boteco (2022), até a solenidade institucional do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-GO) na exposição ‘Sou Negro(a)’ em 2025. Em ambos os espaços, a mensagem foi a mesma: a celebração de uma estética que une o luxo industrial à profundidade ancestral.
Mostra Ancestralidade Dourada – Galeria Lowbrow – Goiânia (2022)
Obra Proteções Divinas – Série Ancestralidade Dourada – (2022)
Entrevista para Canal TRT-GO
Exposição Sou Negro(a)
TRT – GO (2025)
Clique aqui para assistir à entrevista completa no Canal TRT-GO
No ano de 2020, a nossa trajetória deu um passo definitivo em direção à salvaguarda e à história da arte goiana. Em um ato de celebração à nossa terra e de fortalecimento das instituições culturais, realizamos a doação oficial de 6 obras autorais para o acervo permanente da Pinacoteca Desembargador Camargo Neto, localizada no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), em Goiânia.
A seleção enviada para o museu buscou equilibrar a força da nossa pesquisa sobre a fauna regional com as composições geométricas abstratas que marcam nossa identidade visual:
Série Cerrado Refletivo (3 Obras): Os painéis Onça Pintada, Lobo Guará e Tamanduá Bandeira passaram a integrar de forma definitiva o patrimônio público. As obras propõem um manifesto visual sobre a coexistência sob a tensão dos polímeros industriais, eternizando as riquezas do nosso bioma por meio da precisão do corte da fita isolante.
Série Ancestralidade Dourada (3 Obras): Painéis marcados pelo contraste imponente e pelo brilho do material, evocando memórias, texturas e linhas que agora dialogam diretamente com a arquitetura e a sobriedade do espaço institucional.
Ter nossas criações tombadas, registradas e organizadas em uma exposição permanente aberta ao público geral reforça o nosso maior compromisso com a Tape Art: transformar materiais brutos e industriais em patrimônio, memória e afeto.
Pilastra do MIS revestida com Fitas Isolantes e Adesivos de vinil.
Pilastra do MIS revestida com Fitas Isolantes e Adesivos de vinil.
Pilastra do MIS revestida com Fitas Isolantes e Adesivos de vinil.
Vitral feito para o Caju Bar em Goiânia – 2020, um belo vitral cheio de cores que tocam os corações de todos os envolvidos, feito em 2020 exclusivamente para o projeto do Arquiteo Marco Leal aqui de goiania, um projeto irreverente cheio de estilo que embalou as noites goianias, de uma forma ilustre e magnifica e magnanimaca, todos amaram inclusive o prefeito de goiania que pessoalmente parabenizou o duo de artistas pela grande obra feita!
Pilastra do MIS revestida com Fitas Isolantes e Adesivos de vinil.
Obra Releitura Abaporu do Cerrado ao lado da Moça na 44, releitura de Wenner e Tarsila do Amaral.
Obra – Descanso no cerrado. Série: Cerrado Urbano – 2019
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Pilastra do MIS revestida com Fitas Isolantes e Adesivos de vinil.
Pilastra do MIS revestida com Fitas Isolantes e Adesivos de vinil.
Pilastra do MIS revestida com Fitas Isolantes e Adesivos de vinil.
Goianidades Isolantes não foi apenas uma exposição; foi a afirmação da Tape Art como linguagem contemporânea no coração de Goiás. Ao ocupar o Museu da Imagem e do Som (MIS) na Praça Cívica, a dupla Ju e João propôs um diálogo entre a rigidez do material industrial (a fita isolante e o vinil) e a fluidez da identidade goiana.
As Séries Expostas: Ocupamos as salas do museu com dois caminhos distintos que se cruzavam na técnica minuciosa:
Cerrado Urbano: Uma série autoral de oito painéis e uma intervenção direta em parede. Nela, provocamos o olhar sobre a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente, fundindo a fauna e flora do Cerrado com as cenas cotidianas de Goiânia. Foi o nosso manifesto sobre como o urbano e o natural coexistem sob a tensão dos polímeros.
Releituras Consagradas: Um exercício de irreverência e domínio técnico. Trouxemos ícones globais para o “quintal de casa”: a Monalisa degustando uma pamonha, a Noite Estrelada de Van Gogh sob o céu do Planalto Central e o Abaporu de Tarsila descansando em solo goiano.
O Impacto: Foi a primeira exposição de Tape Art de grande escala no Estado, recebendo um público de cerca de 2 mil pessoas. Mais do que mostrar obras, abrimos o processo criativo por meio de visitas guiadas, transformando o museu em um espaço de educação e descoberta de novas possibilidades materiais.
Pilastra do MIS revestida com Fitas Isolantes e Adesivos de vinil.
Obra Releitura Abaporu do Cerrado ao lado da Moça na 44, releitura de Wenner e Tarsila do Amaral.
Obra – Descanso no cerrado. Série: Cerrado Urbano – 2019